Só falta o Tarzan
EDITORIAL
Nosso companheiro de redação, Antonio Claudio Bontorim, levou nada menos que vinte e cinco minutos para se deslocar do prédio onde reside, distante mil e duzentos metros da redação, até a redação da Tribuna de Limeira. Mais uma vez, o acesso à rua Capitão Khel para quem trafegava pela rua Boa Morte, foi obstruído por algo sem explicação ou, como de costume, aviso prévio. Ele fez esse alerta pouco antes de analisarmos o comentário feito sobre a aproximação dos primeiros cem dias da administração atual, incluindo entre as ações desejáveis maior velocidade na capinação urbana. Não dá para discordar e, para reforçar essa necessidade, basta conferir o estado da Praça Adão Duarte do Páteo, um triângulo urbano situado entre a Avenida Araras e ruas Cunha Bastos e São Benedito. Conheço bem esse logradouro porque, quando jovens, os garotos que jogavam futebol comigo se reuniam ali para partirem ao campo do EC Estudantes. No passado, também, havia um cinema naquela praça e, bem próximo a ela, o antigo Bar do Neu, vizinho de frente do primeiro escritório publicitário que montei. Seu estado é deplorável: além de estar totalmente consumida pelo mato, uma enorme árvore secou e oferece riscos aos motoristas e pedestres, sem contar aquelas que sobraram, sem uma poda sequer. Bontorim tem reclamado muito sobre o mato nas calçadas, e isso acontece porque existem vários imóveis desocupados na região central da cidade. Os proprietários não cuidam, sequer a concessionária do serviço de capinação, e aqui há um parêntese. Vem de muito tempo o embate entre o pai do atual prefeito, Murilo Félix, com a empresa que detém as operações em Limeira. Por que? Porque entre os negócios do ex-prefeito situa-se uma empresa de poda de árvores e capinação, que concorre frontalmente com a prestadora de serviços há muitos anos presente neste município. Se o imperador passado deixou de pagar pelos serviços pontualmente, imagina-se que o mesmo esteja ocorrendo agora, por razões pessoais. Só resta aos moradores conviverem com esse matagal e, quem sabe um dia, se depararem com o retorno do Tarzan. Ou do Fantasma…
Roberto Lucato (texto e ilustração)